antigas Publicado: 26/11/2008 | 10:36

Mais 8 milhões de desempregados até 2010

O Globo

Estimativa é da OCDE, que prevê a recessão mais longa desde os anos 80. Para OIT, crise vai reduzir salários 

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgaram ontem relatórios sobre as conseqüências sombrias da crise atual. A OCDE estima que mais oito milhões de pessoas devem perder o emprego até 2010, elevando o número de desempregados para 42 milhões nos 30 países que compõem a entidade. A atual recessão deve ser a mais grave e longa desde os anos 80. Por isso, a OCDE defende mais ações dos governos.

"Tendo como pano de fundo uma profunda desaceleração econômica, estímulos macroeconômicos adicionais são necessários", afirmou o economista-chefe da OCDE, Klaus Schmidt-Hebbel, no relatório.

A OCDE reviu de 0,5% para 0,6% a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços de um país) da zona do euro no próximo ano. Os países da OCDE devem ter queda de 0,4% do PIB, ante projeção anterior de recuo de 0,3%. A estimativa para o crescimento da China foi revista de 9,5% para 8%. Já as projeções para os Estados Unidos e para o Japão - de queda de 0,9% e 0,1%, respectivamente - foram mantidas.

Salário mínimo deve aliviar efeito no Brasil

O impacto da crise também será forte no mercado de trabalho, que será afetado por desaceleração da economia mundial, dificuldades no crédito e aumento do desemprego. A OIT estima que a renda média dos trabalhadores suba 1,7% este ano e apenas 1,1% em 2009. O efeito será maior nos países industrializados, onde se espera alta de 0,8% em 2008 e queda de 0,5% no próximo ano.

Não há dados estimados em relação ao Brasil. Mas, segundo a OIT, mesmo que o crescimento do PIB caia para 2% em 2009, contra previsão oficial de 4%, por enquanto os efeitos sobre a renda não serão tão graves, pois a política de valorização do salário mínimo tende a atenuá-las, segundo a diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo.

Apesar das previsões mais otimistas em relação ao Brasil, o relatório mostrou que, enquanto o salário médio subiu 1,9% ao ano no mundo entre 2001 e 2007, a média brasileira foi de apenas 0,25%, abaixo dos 0,3% da América do Sul e Caribe. O relatório destaca, no entanto, que entre 2004 e 2007, com os ganhos reais do salário mínimo, o salário médio dos trabalhadores ocupados subiu 15,6%.

O Globo

Estimativa é da OCDE, que prevê a recessão mais longa desde os anos 80. Para OIT, crise vai reduzir salários 

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgaram ontem relatórios sobre as conseqüências sombrias da crise atual. A OCDE estima que mais oito milhões de pessoas devem perder o emprego até 2010, elevando o número de desempregados para 42 milhões nos 30 países que compõem a entidade. A atual recessão deve ser a mais grave e longa desde os anos 80. Por isso, a OCDE defende mais ações dos governos.

"Tendo como pano de fundo uma profunda desaceleração econômica, estímulos macroeconômicos adicionais são necessários", afirmou o economista-chefe da OCDE, Klaus Schmidt-Hebbel, no relatório.

A OCDE reviu de 0,5% para 0,6% a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços de um país) da zona do euro no próximo ano. Os países da OCDE devem ter queda de 0,4% do PIB, ante projeção anterior de recuo de 0,3%. A estimativa para o crescimento da China foi revista de 9,5% para 8%. Já as projeções para os Estados Unidos e para o Japão - de queda de 0,9% e 0,1%, respectivamente - foram mantidas.

Salário mínimo deve aliviar efeito no Brasil

O impacto da crise também será forte no mercado de trabalho, que será afetado por desaceleração da economia mundial, dificuldades no crédito e aumento do desemprego. A OIT estima que a renda média dos trabalhadores suba 1,7% este ano e apenas 1,1% em 2009. O efeito será maior nos países industrializados, onde se espera alta de 0,8% em 2008 e queda de 0,5% no próximo ano.

Não há dados estimados em relação ao Brasil. Mas, segundo a OIT, mesmo que o crescimento do PIB caia para 2% em 2009, contra previsão oficial de 4%, por enquanto os efeitos sobre a renda não serão tão graves, pois a política de valorização do salário mínimo tende a atenuá-las, segundo a diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo.

Apesar das previsões mais otimistas em relação ao Brasil, o relatório mostrou que, enquanto o salário médio subiu 1,9% ao ano no mundo entre 2001 e 2007, a média brasileira foi de apenas 0,25%, abaixo dos 0,3% da América do Sul e Caribe. O relatório destaca, no entanto, que entre 2004 e 2007, com os ganhos reais do salário mínimo, o salário médio dos trabalhadores ocupados subiu 15,6%.