antigas Publicado: 9/04/2009 | 08:59

Educação puxa IPCA no trimestre, com reajuste das mensalidades

 O grupo Educação foi o principal responsável pela alta de 1,23% acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no primeiro trimestre. 


O reajuste das mensalidades, captadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro, causou um aumento de 4,74% no grupo Educação entre janeiro e março, contra elevação de 3,92% em igual período do ano passado.

"Os reajustes das escolas em geral seguem a inflação, que foi mais alta em 2008. É a inflação passada pressionando a inflação presente", ressaltou Eulina Nunes dos Santos, gerente de índices de preços do IBGE.

A economista ponderou que, apesar do avanço das mensalidades - os colégios deram contribuição de 0,25 ponto percentual para o IPCA do primeiro trimestre -, a coleta de preços de março indicou que algumas instituições, principalmente de ensino superior, tiverem que baixar os preços em relação aos patamares de fevereiro.

Esse movimento, segundo Eulina, pode ser interpretado como uma tentativa de repasse que não teve sucesso em um momento de crise econômica mundial. Em março, o grupo Educação teve deflação de 0,37%, enquanto o subgrupo Ensino Superior recuou 2,04%.

O fim do repasse dos aumentos das mensalidades foi considerado o grande responsável pela desaceleração do IPCA, que passou de 0,55% em fevereiro para 0,20% em março. 

O resultado foi o menor para o mês de março desde o início da série, em 1994, e representou ainda o menor patamar para qualquer mês desde setembro de 2007, quando registrou 0,18%.

Mesmo com o aumento de 4,74% de Educação entre janeiro e março, o IPCA trimestral, de 1,23%, foi o menor para um primeiro trimestre desde os 0,97% de 2000.

O índice calculado pelo IBGE sentiu os efeitos de aumentos mais moderados no grupo Alimentação e Bebidas, o de maior peso para composição do IPCA. No primeiro trimestre este grupo subiu 1,32%, contra 3,04% em igual período do ano passado. 

Também desaceleraram as taxas acumuladas de Habitação e Transporte, enquanto os outros seis grupos aceleraram neste tipo de comparação.

Eulina destacou impactos negativos importantes em alimentos como feijão carioca, que acumula baixa de 12,91% no primeiro trimestre; feijão preto (-9,75%); carnes (-4,70%); arroz (-3,87%); e óleo de soja (-2,37%).

Outro destaque importante de baixa ficou com os automóveis, beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no começo do ano. Entre janeiro e março, o Automóvel Novo acumulou queda de 4,58% nos preços, enquanto Automóvel Usado caiu 4,91%.

"A redução do IPI contribuiu muito porque os automóveis têm um peso muito grande no IPCA", afirmou Eulina.

Para abril, as pressões esperadas sobre a inflação são o reajuste de 7,69% dado no dia 2 deste mês para o metrô no Rio de Janeiro; o aumento de 8,02% da tarifa de água e esgoto em Porto Alegre, concedido no dia 2 de abril; e a alta de 6,24% da tarifa de água e esgoto em Brasília, concedida no dia 1º deste mês. (Fonte: Valor Online)

 O grupo Educação foi o principal responsável pela alta de 1,23% acumulada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no primeiro trimestre. 


O reajuste das mensalidades, captadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em fevereiro, causou um aumento de 4,74% no grupo Educação entre janeiro e março, contra elevação de 3,92% em igual período do ano passado.

"Os reajustes das escolas em geral seguem a inflação, que foi mais alta em 2008. É a inflação passada pressionando a inflação presente", ressaltou Eulina Nunes dos Santos, gerente de índices de preços do IBGE.

A economista ponderou que, apesar do avanço das mensalidades - os colégios deram contribuição de 0,25 ponto percentual para o IPCA do primeiro trimestre -, a coleta de preços de março indicou que algumas instituições, principalmente de ensino superior, tiverem que baixar os preços em relação aos patamares de fevereiro.

Esse movimento, segundo Eulina, pode ser interpretado como uma tentativa de repasse que não teve sucesso em um momento de crise econômica mundial. Em março, o grupo Educação teve deflação de 0,37%, enquanto o subgrupo Ensino Superior recuou 2,04%.

O fim do repasse dos aumentos das mensalidades foi considerado o grande responsável pela desaceleração do IPCA, que passou de 0,55% em fevereiro para 0,20% em março. 

O resultado foi o menor para o mês de março desde o início da série, em 1994, e representou ainda o menor patamar para qualquer mês desde setembro de 2007, quando registrou 0,18%.

Mesmo com o aumento de 4,74% de Educação entre janeiro e março, o IPCA trimestral, de 1,23%, foi o menor para um primeiro trimestre desde os 0,97% de 2000.

O índice calculado pelo IBGE sentiu os efeitos de aumentos mais moderados no grupo Alimentação e Bebidas, o de maior peso para composição do IPCA. No primeiro trimestre este grupo subiu 1,32%, contra 3,04% em igual período do ano passado. 

Também desaceleraram as taxas acumuladas de Habitação e Transporte, enquanto os outros seis grupos aceleraram neste tipo de comparação.

Eulina destacou impactos negativos importantes em alimentos como feijão carioca, que acumula baixa de 12,91% no primeiro trimestre; feijão preto (-9,75%); carnes (-4,70%); arroz (-3,87%); e óleo de soja (-2,37%).

Outro destaque importante de baixa ficou com os automóveis, beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no começo do ano. Entre janeiro e março, o Automóvel Novo acumulou queda de 4,58% nos preços, enquanto Automóvel Usado caiu 4,91%.

"A redução do IPI contribuiu muito porque os automóveis têm um peso muito grande no IPCA", afirmou Eulina.

Para abril, as pressões esperadas sobre a inflação são o reajuste de 7,69% dado no dia 2 deste mês para o metrô no Rio de Janeiro; o aumento de 8,02% da tarifa de água e esgoto em Porto Alegre, concedido no dia 2 de abril; e a alta de 6,24% da tarifa de água e esgoto em Brasília, concedida no dia 1º deste mês. (Fonte: Valor Online)