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A crise econômica tem afetado dramaticamente nove em cada 10 empresas multinacionais, e seis em cada 10 tiveram seu faturamento e desempenho operacional contraídos.
E mesmo que o pior período da crise tenha passado, a esmagadora maioria das empresas ainda concentra esforços para sobreviver.
Existe ainda uma minoria que busca formas para aproveitar a conjuntura atual e agarrar novas oportunidades.
Estes resultados foram auferidos das respostas de 570 executivos de alto escalão de empresas multinacionais de todo o mundo, em pesquisa realizada no mês passado pela empresa de consultoria em serviços de controle, tributação e financeiros Ernst & Young, em relação às consequências da crise.
Mais da metade dos executivos entrevistados trabalham em empresas com faturamento anual superior a US$ 1 bilhão.
Desperta interesse o fato de, ao serem questionados se o pior já passou, 42% responderem que os primeiros sinais de reaquecimento da economia mundial já são visíveis ou se tornarão visíveis perto do final deste ano.
Uma minoria de 21% declarou que não espera reaquecimento da economia mundial antes do segundo semestre do ano que vem.
Alguns setores da economia estão mais otimistas que outros - especificamente, os setores de telecomunicações, energia, petróleo e gás natural -, e outros esperam um período de crise prolongado, como nos setores de administração de capitais, imóveis e construção civil.
Os executivos europeus participantes da pesquisa foram mais pessimistas que os da Ásia e do continente americano.
Reação provisória
Um dirigente europeu da Ernst & Young comentou que "esta pesquisa não comprova somente as permanentes reações às mudanças que ocorreram nos últimos 12 meses, ela apresenta o quão diretas foram as mudanças por tão poucos previstas".
Mais de 3/4 dos executivos entrevistados se declararam surpresos tanto com a agressividade quanto com a velocidade da queda.
"Oportunidades em meio ao ambiente desfavorável: Acelerando as mudanças" são que 43% dos entrevistados responderam que seus modelos operacionais têm sido permanentemente mudado após os eventos dos últimos 18 meses.
Já 45% declararam que a reação à tais eventos foi provisória. E 56% dos executivos disseram que os processos de gerenciamento de risco foram permanentemente alterados em suas empresas, e para 33% a mudança foi provisória.
Para 45% dos executivos, o âmbito funcional que regulamenta a atividade empresarial de suas empresas foi alterado desde os alicerces.
Os entrevistados enfrentaram as demais mudanças de seu modelo funcional, como a volatilidade de preços, a lucratividade, a tensão da concorrência e a estabilidade econômica, como sendo de caráter provisório, e se verificou que pouco mais de 20% deles consideraram que as mudanças mencionadas são de caráter mais permanente.
Dado da Unctad
Outro dado importante sobre as multinacionais foi revelado pela Conferência de Desenvolvimento e Comércio da ONU (Unctad), que prevê uma queda de 50% nos fluxos de investimentos no mundo em 2009.
De olho no mercado interno brasileiro, multinacionais apontam o país como o quarto destino preferido para investimentos nos próximos dois anos entre todas as economias no mundo.
A constatação é da Mas uma leve retomada já seria registrada em 2010 e uma recuperação "substancial" dos investimentos ocorreria em 2011.
Os países que formam o Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - ocupam quatro dos cinco primeiros lugares preferidos para investimentos até 2011. A constatação é resultado de uma pesquisa realizada pelo órgão com mais de 240 multinacionais pelo mundo.
A liderança é do mercado chinês, com 56% das preferências das multinacionais, seguida pelos Estados Unidos.
A quebra de empresas americanas ainda atrairá investidores, inclusive de países emergentes, que buscarão adquiri-las por preços mais baixos diante da crise e dos processos de reestruturação. (Fonte: Monitor Mercantil, no Blog O outro lado da notícia)
Nove em cada 10 multinacionais foram afetadas pela crise internacional
A crise econômica tem afetado dramaticamente nove em cada 10 empresas multinacionais, e seis em cada 10 tiveram seu faturamento e desempenho operacional contraídos.
E mesmo que o pior período da crise tenha passado, a esmagadora maioria das empresas ainda concentra esforços para sobreviver.
Existe ainda uma minoria que busca formas para aproveitar a conjuntura atual e agarrar novas oportunidades.
Estes resultados foram auferidos das respostas de 570 executivos de alto escalão de empresas multinacionais de todo o mundo, em pesquisa realizada no mês passado pela empresa de consultoria em serviços de controle, tributação e financeiros Ernst & Young, em relação às consequências da crise.
Mais da metade dos executivos entrevistados trabalham em empresas com faturamento anual superior a US$ 1 bilhão.
Desperta interesse o fato de, ao serem questionados se o pior já passou, 42% responderem que os primeiros sinais de reaquecimento da economia mundial já são visíveis ou se tornarão visíveis perto do final deste ano.
Uma minoria de 21% declarou que não espera reaquecimento da economia mundial antes do segundo semestre do ano que vem.
Alguns setores da economia estão mais otimistas que outros - especificamente, os setores de telecomunicações, energia, petróleo e gás natural -, e outros esperam um período de crise prolongado, como nos setores de administração de capitais, imóveis e construção civil.
Os executivos europeus participantes da pesquisa foram mais pessimistas que os da Ásia e do continente americano.
Reação provisória
Um dirigente europeu da Ernst & Young comentou que "esta pesquisa não comprova somente as permanentes reações às mudanças que ocorreram nos últimos 12 meses, ela apresenta o quão diretas foram as mudanças por tão poucos previstas".
Mais de 3/4 dos executivos entrevistados se declararam surpresos tanto com a agressividade quanto com a velocidade da queda.
"Oportunidades em meio ao ambiente desfavorável: Acelerando as mudanças" são que 43% dos entrevistados responderam que seus modelos operacionais têm sido permanentemente mudado após os eventos dos últimos 18 meses.
Já 45% declararam que a reação à tais eventos foi provisória. E 56% dos executivos disseram que os processos de gerenciamento de risco foram permanentemente alterados em suas empresas, e para 33% a mudança foi provisória.
Para 45% dos executivos, o âmbito funcional que regulamenta a atividade empresarial de suas empresas foi alterado desde os alicerces.
Os entrevistados enfrentaram as demais mudanças de seu modelo funcional, como a volatilidade de preços, a lucratividade, a tensão da concorrência e a estabilidade econômica, como sendo de caráter provisório, e se verificou que pouco mais de 20% deles consideraram que as mudanças mencionadas são de caráter mais permanente.
Dado da Unctad
Outro dado importante sobre as multinacionais foi revelado pela Conferência de Desenvolvimento e Comércio da ONU (Unctad), que prevê uma queda de 50% nos fluxos de investimentos no mundo em 2009.
De olho no mercado interno brasileiro, multinacionais apontam o país como o quarto destino preferido para investimentos nos próximos dois anos entre todas as economias no mundo.
A constatação é da Mas uma leve retomada já seria registrada em 2010 e uma recuperação "substancial" dos investimentos ocorreria em 2011.
Os países que formam o Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - ocupam quatro dos cinco primeiros lugares preferidos para investimentos até 2011. A constatação é resultado de uma pesquisa realizada pelo órgão com mais de 240 multinacionais pelo mundo.
A liderança é do mercado chinês, com 56% das preferências das multinacionais, seguida pelos Estados Unidos.
A quebra de empresas americanas ainda atrairá investidores, inclusive de países emergentes, que buscarão adquiri-las por preços mais baixos diante da crise e dos processos de reestruturação. (Fonte: Monitor Mercantil, no Blog O outro lado da notícia)
A confiança do consumidor apresentou melhora no segundo trimestre deste ano.
Segundo o Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor) divulgado, nesta quinta-feira (18), a confiança do consumidor subiu 3,7%, de 106,3 pontos no primeiro trimestre para 110,3 pontos no segundo. Mesmo com a alta, o índice ainda aponta uma retração de 4,6% frente ao indicador do terceiro trimestre do ano passado, quando os efeitos da crise internacional ainda não eram tão pronunciados sobre a economia brasileira. Em relação ao mesmo período do ano passado, a pesquisa realizada com 2.002 pessoas detectou que o acréscimo foi de 0,4%. Indicadores Todos os demais apresentaram acréscimo. Segundo a entidade, apesar da pequena queda no índice de renda, ele ainda manteve-se elevado, considerando-se a sua média histórica. O índice relativo à inflação teve alta de 11,2% em relação a março, e atingiu 115,9 pontos, depois de alcançar, no primeiro trimestre, o menor índice desde março de 2001 (104,2 pontos). Na comparação com julho de 2008, foi apontada variação positiva de 9,9%. O desemprego também apresentou melhora na comparação com março, com alta de 17%. No entanto, em relação ao segundo trimestre do ano passado, o índice segue 1,8% abaixo do registrado, com 118,4 pontos. O endividamento apresentou melhora tanto na comparação com março (3,4%), como na comparação com julho de 2008 (2%). Segundo a pesquisa, isso demonstra que há uma redução no endividamento dos consumidores. De acordo com a pesquisa, mesmo com essa melhora não dá para afirmar que há um crescimento de compras de bens de maior valor. (Fonte: InfoMoney)
Entre os indicadores que compõem o índice, na comparação com o trimestre anterior, apenas os de renda pessoal e situação financeira apresentaram recuo, de 0,4% e 0,6%, respectivamente.
Confiança do consumidor cresce no segundo trimestre, revela CNI
A confiança do consumidor apresentou melhora no segundo trimestre deste ano.
Segundo o Inec (Índice Nacional de Expectativa do Consumidor) divulgado, nesta quinta-feira (18), a confiança do consumidor subiu 3,7%, de 106,3 pontos no primeiro trimestre para 110,3 pontos no segundo. Mesmo com a alta, o índice ainda aponta uma retração de 4,6% frente ao indicador do terceiro trimestre do ano passado, quando os efeitos da crise internacional ainda não eram tão pronunciados sobre a economia brasileira. Em relação ao mesmo período do ano passado, a pesquisa realizada com 2.002 pessoas detectou que o acréscimo foi de 0,4%. Indicadores Todos os demais apresentaram acréscimo. Segundo a entidade, apesar da pequena queda no índice de renda, ele ainda manteve-se elevado, considerando-se a sua média histórica. O índice relativo à inflação teve alta de 11,2% em relação a março, e atingiu 115,9 pontos, depois de alcançar, no primeiro trimestre, o menor índice desde março de 2001 (104,2 pontos). Na comparação com julho de 2008, foi apontada variação positiva de 9,9%. O desemprego também apresentou melhora na comparação com março, com alta de 17%. No entanto, em relação ao segundo trimestre do ano passado, o índice segue 1,8% abaixo do registrado, com 118,4 pontos. O endividamento apresentou melhora tanto na comparação com março (3,4%), como na comparação com julho de 2008 (2%). Segundo a pesquisa, isso demonstra que há uma redução no endividamento dos consumidores. De acordo com a pesquisa, mesmo com essa melhora não dá para afirmar que há um crescimento de compras de bens de maior valor. (Fonte: InfoMoney)
Entre os indicadores que compõem o índice, na comparação com o trimestre anterior, apenas os de renda pessoal e situação financeira apresentaram recuo, de 0,4% e 0,6%, respectivamente.
O plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (17), o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2.660/96, do Poder Executivo.
O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) para proibir o motorista de caminhão ou ônibus de dirigir em rodovia por mais de quatro horas ininterruptamente. A matéria vai à sanção presidencial. Os deputados aprovaram também um destaque do PV que retira do texto a exigência de descanso ininterrupto de dez horas dentro de um período de 24 horas. A intenção é manter, para o setor, a regra da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) válida para todos os trabalhadores com carteira assinada. A CLT determina o descanso de 11 horas para todos os trabalhadores entre duas jornadas de trabalho.
Câmara aprova limitação de jornada de motoristas; texto vai à sanção
O plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (17), o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2.660/96, do Poder Executivo.
O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) para proibir o motorista de caminhão ou ônibus de dirigir em rodovia por mais de quatro horas ininterruptamente. A matéria vai à sanção presidencial. Os deputados aprovaram também um destaque do PV que retira do texto a exigência de descanso ininterrupto de dez horas dentro de um período de 24 horas. A intenção é manter, para o setor, a regra da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) válida para todos os trabalhadores com carteira assinada. A CLT determina o descanso de 11 horas para todos os trabalhadores entre duas jornadas de trabalho.
Nota: CSPB recebe visita de federação mineira
A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil- CSPB, recebeu uma visita de cortesia de representantes da Feserp – MG, filiada à entidade, nesta quinta-feira (5). O objetivo da visita foi estimular uma maior aproximação entre as entidades.
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MAURÍCIO SIMIONATO |
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Folha de S. Paulo |
Presidente afirmou que durante a Revolução Industrial o trabalho "era muito mais penoso" do que nas usinas de cana
Na sede da Embrapa, em Campinas, ele rebateu as críticas feitas por países da Europa ao desmatamento registrado na Amazônia
Ao defender o crescimento econômico do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu ontem, em Campinas (95 km de SP), países europeus que criticam o desmatamento na Amazônia. Lula ainda minimizou ocorrências de trabalho análogo à escravidão no país.
"Vira e mexe, agora virou moda ir para um debate na Europa e alguém ficar dizendo que nós estamos desmatando a Amazônia, não tem nem noção do crescimento da produtividade brasileira nos últimos 15 anos", disse na sede da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
Logo em seguida, Lula se referiu à Revolução Industrial, ocorrida na Europa no século 18, para minimizar casos atuais de trabalho análogo à escravidão em usinas de cana.
"Vira e mexe, nós estamos vendo eles falarem do trabalho escravo no Brasil, sem lembrar que o desenvolvimento deles, à base do carvão, o trabalho era muito mais penoso do que o trabalho na cana-de-açúcar."
O trabalho degradante ou análogo à escravidão é combatido desde 1995 pelos grupos móveis do Ministério do Trabalho e Emprego. Só em 2007, período de atuação mais intensa, foram 5.877 libertações ou resgates. Conforme a Folha revelou em fevereiro, 53% das libertações ocorreram em usinas de cana (3.117 pessoas).
No ano passado, Lula tornou o álcool combustível uma de suas principais bandeiras, classificando os usineiros de "heróis mundiais". Mas, apesar dos esforços do presidente em promover o etanol, as exportações caíram 14% em 2007, para 3,2 bilhões de litros.
Mesmo assim, com apoio do governo, o setor sucroalcooleiro continua crescendo. Segundo dados da Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar), a área plantada com cana saltou de 7 milhões de hectares em 2006 para 7,8 milhões hectares no fim do ano passado. A estimativa para a produção de cana na safra 2007/08 é de 487 milhões de toneladas. Serão 22 bilhões de litros de etanol.
O setor também é um importante doador do PT. Em 2006, foram mais de R$ 2 milhões vindos de produtores de álcool.
Desmatamento
Em janeiro, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou dados sobre o aumento do desmatamento na Amazônia. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) apontou como provável causa a pressão por aumento da produção de soja e carne. A Secretaria de Meio Ambiente do governo de Mato Grosso contestou.
Na ocasião, Lula anunciou medidas emergenciais contra o desmatamento, mas criticou o "alarde" na divulgação do estudo. No fim de fevereiro, o governo lançou a Operação Arco de Fogo, que mobilizou forças federais no combate ao desmatamento e comércio ilegal de madeira na Amazônia Legal.
Ontem, ao citar o desmatamento e o trabalho degradante, Lula pediu "responsabilidade e maturidade" aos brasileiros no momento em que forem falar do país. "Cada vez que nós abrirmos a boca para dizer alguma coisa, isso não vai ter repercussão apenas internamente, vai ter repercussão lá fora."
Ele disse ainda que o Brasil deixou de ser "aquele país bonito de samba, Carnaval e jogador de futebol" e passou a competir "com aqueles que detinham o domínio do mercado mundial".
Mais tarde, Lula inaugurou o Centro de Nanociência e Nanotecnologia Cesar Lattes, também em Campinas. Ainda na cidade, visitou a Samsung, onde ganhou o novo celular com TV digital lançado pela empresa.
Lula minimiza trabalho degradante no país
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MAURÍCIO SIMIONATO |
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Folha de S. Paulo |
Presidente afirmou que durante a Revolução Industrial o trabalho "era muito mais penoso" do que nas usinas de cana
Na sede da Embrapa, em Campinas, ele rebateu as críticas feitas por países da Europa ao desmatamento registrado na Amazônia
Ao defender o crescimento econômico do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu ontem, em Campinas (95 km de SP), países europeus que criticam o desmatamento na Amazônia. Lula ainda minimizou ocorrências de trabalho análogo à escravidão no país.
"Vira e mexe, agora virou moda ir para um debate na Europa e alguém ficar dizendo que nós estamos desmatando a Amazônia, não tem nem noção do crescimento da produtividade brasileira nos últimos 15 anos", disse na sede da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
Logo em seguida, Lula se referiu à Revolução Industrial, ocorrida na Europa no século 18, para minimizar casos atuais de trabalho análogo à escravidão em usinas de cana.
"Vira e mexe, nós estamos vendo eles falarem do trabalho escravo no Brasil, sem lembrar que o desenvolvimento deles, à base do carvão, o trabalho era muito mais penoso do que o trabalho na cana-de-açúcar."
O trabalho degradante ou análogo à escravidão é combatido desde 1995 pelos grupos móveis do Ministério do Trabalho e Emprego. Só em 2007, período de atuação mais intensa, foram 5.877 libertações ou resgates. Conforme a Folha revelou em fevereiro, 53% das libertações ocorreram em usinas de cana (3.117 pessoas).
No ano passado, Lula tornou o álcool combustível uma de suas principais bandeiras, classificando os usineiros de "heróis mundiais". Mas, apesar dos esforços do presidente em promover o etanol, as exportações caíram 14% em 2007, para 3,2 bilhões de litros.
Mesmo assim, com apoio do governo, o setor sucroalcooleiro continua crescendo. Segundo dados da Unica (União da Indústria de Cana de Açúcar), a área plantada com cana saltou de 7 milhões de hectares em 2006 para 7,8 milhões hectares no fim do ano passado. A estimativa para a produção de cana na safra 2007/08 é de 487 milhões de toneladas. Serão 22 bilhões de litros de etanol.
O setor também é um importante doador do PT. Em 2006, foram mais de R$ 2 milhões vindos de produtores de álcool.
Desmatamento
Em janeiro, o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) divulgou dados sobre o aumento do desmatamento na Amazônia. A ministra Marina Silva (Meio Ambiente) apontou como provável causa a pressão por aumento da produção de soja e carne. A Secretaria de Meio Ambiente do governo de Mato Grosso contestou.
Na ocasião, Lula anunciou medidas emergenciais contra o desmatamento, mas criticou o "alarde" na divulgação do estudo. No fim de fevereiro, o governo lançou a Operação Arco de Fogo, que mobilizou forças federais no combate ao desmatamento e comércio ilegal de madeira na Amazônia Legal.
Ontem, ao citar o desmatamento e o trabalho degradante, Lula pediu "responsabilidade e maturidade" aos brasileiros no momento em que forem falar do país. "Cada vez que nós abrirmos a boca para dizer alguma coisa, isso não vai ter repercussão apenas internamente, vai ter repercussão lá fora."
Ele disse ainda que o Brasil deixou de ser "aquele país bonito de samba, Carnaval e jogador de futebol" e passou a competir "com aqueles que detinham o domínio do mercado mundial".
Mais tarde, Lula inaugurou o Centro de Nanociência e Nanotecnologia Cesar Lattes, também em Campinas. Ainda na cidade, visitou a Samsung, onde ganhou o novo celular com TV digital lançado pela empresa.
Dornelles diz que estuda a questão, mas sinalizou que não será em 2008.Para Paulo Paim, que relata o projeto na Comissão de Assuntos Sociais, mudança aprovada pelos deputados não acaba com o tributo.
RELATOR QUER EVITAR O FIM DO IMPOSTO SINDICAL
Dornelles diz que estuda a questão, mas sinalizou que não será em 2008.Para Paulo Paim, que relata o projeto na Comissão de Assuntos Sociais, mudança aprovada pelos deputados não acaba com o tributo.

Segundo levantamento do Datafolha, maioria é contrária à anulação das penalidades estabelecidas aos condenados que atentaram contra a democracia no 8 de Janeiro
Sem anistia: 63% dos brasileiros são contra perdão a golpistas, diz pesquisa

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