antigas Publicado: 18/07/2007 | 10:33

Oposição entrega ?dossiê? hoje

Lilian Tahan e Fernanda Odilla
Correio Braziliense

Líderes locais do PT, PCdoB, PPS e PSB fecham pacote de denúncias contra Gim Argello para reforçar representação do PSol — o partido pede a cassação do mandato do senador petebista

A rápida cerimônia da posse de Gim Argello ainda não tinha terminado no plenário do Senado Federal e lideranças dos partidos locais já se movimentavam na tentativa de abreviar o mandato do novo senador pelo PTB. Representantes do PT, PCdoB, PPS, PSB, além da CUT, prepararam documento que reúne as denúncias contra o petebista e pretendem entregar o “dossiê” ainda hoje ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP). A iniciativa será um reforço à representação do PSol que pede a abertura de processo no Conselho de Ética para investigar a vida pregressa do suplente do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB).

Ao saber que Gim se deslocava para o Congresso Nacional, o presidente do PT no Distrito Federal, Chico Vigilante, começou a negociar uma audiência com o corregedor do Senado. Não encontrou dificuldades para agendar o encontro para às 11h de hoje. “A posse de Gim é uma agressão à inteligência das pessoas diante de todos os indícios que recaem sobre ele. É nosso papel insistir para que seja investigado”, afirmou Vigilante.

A iniciativa de Gim Argello em tomar posse às vésperas do recesso parlamentar foi criticada pelo presidente do PCdoB no DF, Apolinário Rebelo. O político interpretou o ato como uma estratégia do petebista para “fugir” das explicações sobre as denúncias atribuídas a ele. “A impressão é de que o novo senador quis ganhar tempo e protelar as justificativas que deve a todos. Pelo menos o PCdoB não vai desistir de cobrar uma a uma das respostas”, avisou Rebelo. O partido briga na Justiça pela vaga antes ocupada por Roriz e que agora é de Gim. A legenda alega uso da máquina pública para propaganda irregular durante a campanha e reivindica a posse do segundo colocado na disputa de outubro, Agnelo Queiroz.

Desconfiança
Deputados que integram a bancada de Brasília na Câmara Federal viram com certa desconfiança a posse de Gim. Temem que o ingresso do novo senador mantenha o estado de crise no parlamento. “O ingresso de Gim contribui para reforçar a imagem negativa do Congresso com a opinião pública”, acredita o deputado federal pelo PPS, Augusto Carvalho. A avaliação do Bispo Rodovalho, outro colega da bancada de Brasília na Câmara Federal, também não é das mais otimistas. “As suspeitas de irregularidade vão manter o foco da mídia e da opinião pública em cima da crise no parlamento, isso é ruim para o Senado e pode prejudicar os interesses da cidade”, prevê o deputado Rodovalho.

O acalento ficou por conta do peemedebista Tadeu Filippelli. Ele foi um dos poucos que manifestaram votos de sucesso a Gim, apesar de ter sido o principal escudeiro de Roriz na luta pelo mandato no Senado Federal: “Desejo votos de sucesso e um bom mandato”. Gim recebeu ontem os cumprimentos protocolares de dois representantes do governo local durante a sua posse no Senado. O secretário de governo, José Humberto Pires, e o corregedor do GDF, Roberto Giffoni, foram escalados para comparecer à cerimônia no Congresso Nacional. “Viemos cumprir o papel institucional de reconhecer um novo senador que assume pelo DF”, disse José Humberto. O governador José Roberto Arruda, em viagem à Europa, não comentou a posse de Gim.

Lilian Tahan e Fernanda Odilla
Correio Braziliense

Líderes locais do PT, PCdoB, PPS e PSB fecham pacote de denúncias contra Gim Argello para reforçar representação do PSol — o partido pede a cassação do mandato do senador petebista

A rápida cerimônia da posse de Gim Argello ainda não tinha terminado no plenário do Senado Federal e lideranças dos partidos locais já se movimentavam na tentativa de abreviar o mandato do novo senador pelo PTB. Representantes do PT, PCdoB, PPS, PSB, além da CUT, prepararam documento que reúne as denúncias contra o petebista e pretendem entregar o “dossiê” ainda hoje ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP). A iniciativa será um reforço à representação do PSol que pede a abertura de processo no Conselho de Ética para investigar a vida pregressa do suplente do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB).

Ao saber que Gim se deslocava para o Congresso Nacional, o presidente do PT no Distrito Federal, Chico Vigilante, começou a negociar uma audiência com o corregedor do Senado. Não encontrou dificuldades para agendar o encontro para às 11h de hoje. “A posse de Gim é uma agressão à inteligência das pessoas diante de todos os indícios que recaem sobre ele. É nosso papel insistir para que seja investigado”, afirmou Vigilante.

A iniciativa de Gim Argello em tomar posse às vésperas do recesso parlamentar foi criticada pelo presidente do PCdoB no DF, Apolinário Rebelo. O político interpretou o ato como uma estratégia do petebista para “fugir” das explicações sobre as denúncias atribuídas a ele. “A impressão é de que o novo senador quis ganhar tempo e protelar as justificativas que deve a todos. Pelo menos o PCdoB não vai desistir de cobrar uma a uma das respostas”, avisou Rebelo. O partido briga na Justiça pela vaga antes ocupada por Roriz e que agora é de Gim. A legenda alega uso da máquina pública para propaganda irregular durante a campanha e reivindica a posse do segundo colocado na disputa de outubro, Agnelo Queiroz.

Desconfiança
Deputados que integram a bancada de Brasília na Câmara Federal viram com certa desconfiança a posse de Gim. Temem que o ingresso do novo senador mantenha o estado de crise no parlamento. “O ingresso de Gim contribui para reforçar a imagem negativa do Congresso com a opinião pública”, acredita o deputado federal pelo PPS, Augusto Carvalho. A avaliação do Bispo Rodovalho, outro colega da bancada de Brasília na Câmara Federal, também não é das mais otimistas. “As suspeitas de irregularidade vão manter o foco da mídia e da opinião pública em cima da crise no parlamento, isso é ruim para o Senado e pode prejudicar os interesses da cidade”, prevê o deputado Rodovalho.

O acalento ficou por conta do peemedebista Tadeu Filippelli. Ele foi um dos poucos que manifestaram votos de sucesso a Gim, apesar de ter sido o principal escudeiro de Roriz na luta pelo mandato no Senado Federal: “Desejo votos de sucesso e um bom mandato”. Gim recebeu ontem os cumprimentos protocolares de dois representantes do governo local durante a sua posse no Senado. O secretário de governo, José Humberto Pires, e o corregedor do GDF, Roberto Giffoni, foram escalados para comparecer à cerimônia no Congresso Nacional. “Viemos cumprir o papel institucional de reconhecer um novo senador que assume pelo DF”, disse José Humberto. O governador José Roberto Arruda, em viagem à Europa, não comentou a posse de Gim.