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Publicado: 23/07/2007 | 09:28
Senadores temem clima de punição após recesso
Gustavo Krieger
Do Correio Braziliense
Os senadores viajaram para seus estados no recesso de julho com uma sensação pouco familiar: vulnerabilidade. Depois de anos de calmaria, nas últimas semanas boa parte deles passou a temer pelo próprio mandato. A renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF), diante da certeza de que seria cassado em plenário, e o agravamento da situação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), também ameaçado de perder o mandato, deixaram claro que o Senado vive um momento de risco. Entre os parlamentares, ninguém sabe onde vai parar a atual crise ética e quantos correm o risco de ser sacrificados.
A reunião da Mesa Diretora do Senado que discutiu o caso Roriz foi um exemplo desse clima. O político ameaçado apareceu no início da discussão e fez um apelo para salvar seu mandato. Alegou ser vítima de uma armação. Não teve sucesso. A Mesa decidiu autorizar a abertura de um processo de cassação de seu mandato. Para não perder os direitos políticos, ele renunciou.
O caso contra Roriz era muito forte. Gravações telefônicas legais feitas pela Polícia Federal o flagraram discutindo a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário Nenê Constantino. Ele argumentou que tinha pegado apenas R$ 300 mil emprestados, para comprar uma bezerra premiada. Apresentou documentos para sustentar sua versão, mas não convenceu. E hoje, com um Senado sob forte vigilância da opinião pública e da imprensa, convencer é a palavra chave. Quem é condenado pela opinião pública corre sério risco de perder o mandato.
Não era assim até pouco tempo. O paraense Luiz Otávio (PMDB) foi acusado de desviar verbas destinadas à construção de balsas. O caso contra ele também era forte, com inquéritos na PF e processo no Tribunal de Contas da União. Luiz Otávio não apenas manteve o mandato como teve seu nome indicado pelo Senado para ser ministro do mesmo TCU onde era investigado. Só não assumiu porque os outros ministros ameaçaram não lhe dar posse. Sua nomeação ficou travada na Câmara. No final do ano passado, o Conselho de Ética rejeitou a cassação de Ney Suassuna (PMDB-PA), apontado como suspeito de envolvimento com a quadrilha que desviava verbas para compra de ambulâncias. Ele recebeu uma “censura verbal”.
Do Correio Braziliense
Os senadores viajaram para seus estados no recesso de julho com uma sensação pouco familiar: vulnerabilidade. Depois de anos de calmaria, nas últimas semanas boa parte deles passou a temer pelo próprio mandato. A renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF), diante da certeza de que seria cassado em plenário, e o agravamento da situação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), também ameaçado de perder o mandato, deixaram claro que o Senado vive um momento de risco. Entre os parlamentares, ninguém sabe onde vai parar a atual crise ética e quantos correm o risco de ser sacrificados.
A reunião da Mesa Diretora do Senado que discutiu o caso Roriz foi um exemplo desse clima. O político ameaçado apareceu no início da discussão e fez um apelo para salvar seu mandato. Alegou ser vítima de uma armação. Não teve sucesso. A Mesa decidiu autorizar a abertura de um processo de cassação de seu mandato. Para não perder os direitos políticos, ele renunciou.
O caso contra Roriz era muito forte. Gravações telefônicas legais feitas pela Polícia Federal o flagraram discutindo a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário Nenê Constantino. Ele argumentou que tinha pegado apenas R$ 300 mil emprestados, para comprar uma bezerra premiada. Apresentou documentos para sustentar sua versão, mas não convenceu. E hoje, com um Senado sob forte vigilância da opinião pública e da imprensa, convencer é a palavra chave. Quem é condenado pela opinião pública corre sério risco de perder o mandato.
Não era assim até pouco tempo. O paraense Luiz Otávio (PMDB) foi acusado de desviar verbas destinadas à construção de balsas. O caso contra ele também era forte, com inquéritos na PF e processo no Tribunal de Contas da União. Luiz Otávio não apenas manteve o mandato como teve seu nome indicado pelo Senado para ser ministro do mesmo TCU onde era investigado. Só não assumiu porque os outros ministros ameaçaram não lhe dar posse. Sua nomeação ficou travada na Câmara. No final do ano passado, o Conselho de Ética rejeitou a cassação de Ney Suassuna (PMDB-PA), apontado como suspeito de envolvimento com a quadrilha que desviava verbas para compra de ambulâncias. Ele recebeu uma “censura verbal”.
Gustavo Krieger
Do Correio Braziliense
Os senadores viajaram para seus estados no recesso de julho com uma sensação pouco familiar: vulnerabilidade. Depois de anos de calmaria, nas últimas semanas boa parte deles passou a temer pelo próprio mandato. A renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF), diante da certeza de que seria cassado em plenário, e o agravamento da situação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), também ameaçado de perder o mandato, deixaram claro que o Senado vive um momento de risco. Entre os parlamentares, ninguém sabe onde vai parar a atual crise ética e quantos correm o risco de ser sacrificados.
A reunião da Mesa Diretora do Senado que discutiu o caso Roriz foi um exemplo desse clima. O político ameaçado apareceu no início da discussão e fez um apelo para salvar seu mandato. Alegou ser vítima de uma armação. Não teve sucesso. A Mesa decidiu autorizar a abertura de um processo de cassação de seu mandato. Para não perder os direitos políticos, ele renunciou.
O caso contra Roriz era muito forte. Gravações telefônicas legais feitas pela Polícia Federal o flagraram discutindo a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário Nenê Constantino. Ele argumentou que tinha pegado apenas R$ 300 mil emprestados, para comprar uma bezerra premiada. Apresentou documentos para sustentar sua versão, mas não convenceu. E hoje, com um Senado sob forte vigilância da opinião pública e da imprensa, convencer é a palavra chave. Quem é condenado pela opinião pública corre sério risco de perder o mandato.
Não era assim até pouco tempo. O paraense Luiz Otávio (PMDB) foi acusado de desviar verbas destinadas à construção de balsas. O caso contra ele também era forte, com inquéritos na PF e processo no Tribunal de Contas da União. Luiz Otávio não apenas manteve o mandato como teve seu nome indicado pelo Senado para ser ministro do mesmo TCU onde era investigado. Só não assumiu porque os outros ministros ameaçaram não lhe dar posse. Sua nomeação ficou travada na Câmara. No final do ano passado, o Conselho de Ética rejeitou a cassação de Ney Suassuna (PMDB-PA), apontado como suspeito de envolvimento com a quadrilha que desviava verbas para compra de ambulâncias. Ele recebeu uma “censura verbal”.
Do Correio Braziliense
Os senadores viajaram para seus estados no recesso de julho com uma sensação pouco familiar: vulnerabilidade. Depois de anos de calmaria, nas últimas semanas boa parte deles passou a temer pelo próprio mandato. A renúncia de Joaquim Roriz (PMDB-DF), diante da certeza de que seria cassado em plenário, e o agravamento da situação do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), também ameaçado de perder o mandato, deixaram claro que o Senado vive um momento de risco. Entre os parlamentares, ninguém sabe onde vai parar a atual crise ética e quantos correm o risco de ser sacrificados.
A reunião da Mesa Diretora do Senado que discutiu o caso Roriz foi um exemplo desse clima. O político ameaçado apareceu no início da discussão e fez um apelo para salvar seu mandato. Alegou ser vítima de uma armação. Não teve sucesso. A Mesa decidiu autorizar a abertura de um processo de cassação de seu mandato. Para não perder os direitos políticos, ele renunciou.
O caso contra Roriz era muito forte. Gravações telefônicas legais feitas pela Polícia Federal o flagraram discutindo a partilha de um cheque de R$ 2,2 milhões do empresário Nenê Constantino. Ele argumentou que tinha pegado apenas R$ 300 mil emprestados, para comprar uma bezerra premiada. Apresentou documentos para sustentar sua versão, mas não convenceu. E hoje, com um Senado sob forte vigilância da opinião pública e da imprensa, convencer é a palavra chave. Quem é condenado pela opinião pública corre sério risco de perder o mandato.
Não era assim até pouco tempo. O paraense Luiz Otávio (PMDB) foi acusado de desviar verbas destinadas à construção de balsas. O caso contra ele também era forte, com inquéritos na PF e processo no Tribunal de Contas da União. Luiz Otávio não apenas manteve o mandato como teve seu nome indicado pelo Senado para ser ministro do mesmo TCU onde era investigado. Só não assumiu porque os outros ministros ameaçaram não lhe dar posse. Sua nomeação ficou travada na Câmara. No final do ano passado, o Conselho de Ética rejeitou a cassação de Ney Suassuna (PMDB-PA), apontado como suspeito de envolvimento com a quadrilha que desviava verbas para compra de ambulâncias. Ele recebeu uma “censura verbal”.