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Notícias nos Estados

 Os empregados das empresas de transporte de valores pararam por sete horas na manhã desta segunda-feira (13). De acordo com o sindicato da categoria, cerca de 800 trabalhadores brasilienses que atuam nos carros fortes cruzaram os braços das 5h às 12h.

A categoria reivindica gratificação de 30% de periculosidade, além de melhores condições de trabalho. "Os vigilantes precisam passar por dentro das agências, o que coloca em risco tanto os trabalhadores quanto os clientes". 

E segue: "Precisamos de uma entrada específica", diz Carlos José das Neves, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância do Distrito Federal (Sindesv-DF).

Os trabalhadores também são contrários à implantação do malote eletrônico, que reduziria de quatro para dois o número de vigilantes. "Os malotes passariam a ser transportados em carros leves e sem blindagem", explica Neves.

Ele garante que outras paralisações estão sendo planejadas e não descarta a possibilidade de os trabalhadores entrarem em greve. "Foi uma paralisação de alerta, haverá outras até que as reivindicações sejam atendidas".

Fonte: Diap

Publicado: 15/04/2009 09:41 | Visualizações: 333

DF: trabalhadores das empresas de transporte de valores pararam

 Os empregados das empresas de transporte de valores pararam por sete horas na manhã desta segunda-feira (13). De acordo com o sindicato da categoria, cerca de 800 trabalhadores brasilienses que atuam nos carros fortes cruzaram os braços das 5h às 12h.

A categoria reivindica gratificação de 30% de periculosidade, além de melhores condições de trabalho. "Os vigilantes precisam passar por dentro das agências, o que coloca em risco tanto os trabalhadores quanto os clientes". 

E segue: "Precisamos de uma entrada específica", diz Carlos José das Neves, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância do Distrito Federal (Sindesv-DF).

Os trabalhadores também são contrários à implantação do malote eletrônico, que reduziria de quatro para dois o número de vigilantes. "Os malotes passariam a ser transportados em carros leves e sem blindagem", explica Neves.

Ele garante que outras paralisações estão sendo planejadas e não descarta a possibilidade de os trabalhadores entrarem em greve. "Foi uma paralisação de alerta, haverá outras até que as reivindicações sejam atendidas".

Fonte: Diap

 A Justiça do Trabalho de Minas Gerais proibiu a primeira usina de álcool da Bunge no mundo, em Santa Juliana (MG), de submeter trabalhadores a jornadas exaustivas e de reter carteiras de trabalho além do prazo de 48 horas.

A Bunge -líder brasileira em exportações do agronegócio- é dona desde 2007 da usina Santa Juliana, que fica na cidade do mesmo nome, a 449 km de BH.

No total, o juiz Edmar Salgado expediu 25 determinações à empresa com base em ação civil pública do MPT (Ministério Público do Trabalho).

O procurador do Trabalho Rafael Gomes diz que a Bunge não melhorou as condições de trabalho quando assumiu o controle da Santa Juliana, em 2007. O diretor corporativo de comunicação da Bunge no Brasil, Adalgiso Telles, contesta.

Segundo o MPT, cartões de ponto entregues em junho de 2008 pela Santa Juliana mostravam que trabalhadores continuaram sendo submetidos a jornadas de trabalho de mais de dez horas diárias.

A usina também desconsiderava nos pagamentos as horas gastas pelos trabalhadores no itinerário entre a cidade e a área rural, segundo o procurador.

Segundo o MPT, cortadores de cana foram mantidos em cidades próximas sem apoio para estadia e alimentação enquanto aguardavam convocação para a lavoura.

No período de inatividade, de acordo com o procurador, eles ficaram com a carteira de trabalho retida e, com isso, foram impedidos de trabalhar para outras empresas. (Fonte: Folha de S.Paulo)

Publicado: 15/04/2009 09:40 | Visualizações: 280

MG: Justiça do Trabalho proíbe Bunge de praticar jornada exaustiva

 A Justiça do Trabalho de Minas Gerais proibiu a primeira usina de álcool da Bunge no mundo, em Santa Juliana (MG), de submeter trabalhadores a jornadas exaustivas e de reter carteiras de trabalho além do prazo de 48 horas.

A Bunge -líder brasileira em exportações do agronegócio- é dona desde 2007 da usina Santa Juliana, que fica na cidade do mesmo nome, a 449 km de BH.

No total, o juiz Edmar Salgado expediu 25 determinações à empresa com base em ação civil pública do MPT (Ministério Público do Trabalho).

O procurador do Trabalho Rafael Gomes diz que a Bunge não melhorou as condições de trabalho quando assumiu o controle da Santa Juliana, em 2007. O diretor corporativo de comunicação da Bunge no Brasil, Adalgiso Telles, contesta.

Segundo o MPT, cartões de ponto entregues em junho de 2008 pela Santa Juliana mostravam que trabalhadores continuaram sendo submetidos a jornadas de trabalho de mais de dez horas diárias.

A usina também desconsiderava nos pagamentos as horas gastas pelos trabalhadores no itinerário entre a cidade e a área rural, segundo o procurador.

Segundo o MPT, cortadores de cana foram mantidos em cidades próximas sem apoio para estadia e alimentação enquanto aguardavam convocação para a lavoura.

No período de inatividade, de acordo com o procurador, eles ficaram com a carteira de trabalho retida e, com isso, foram impedidos de trabalhar para outras empresas. (Fonte: Folha de S.Paulo)

 Cerca de oito mil professores da rede pública de ensino do Distrito Federal se reuniram mais uma vez em frente ao Centro Administrativo do GDF (Buritinga), em assembléia geral, na última terça-feira (7). 


Desta vez, o grito dos trabalhadores não só alertou o governo sobre um processo de paralisação geral, mas decretou greve por tempo indeterminado a partir de hoje (13).

Com a aprovação do PL 1.180, do governador Arruda, a situação da categoria fica ainda mais crítica. Judicialmente condicionados ao arrocho salarial, a categoria atua firmemente para garantir o reajuste salarial de 15,31%.

"A greve não tem a intenção de prejudicar a sociedade, muito pelo contrário. Nós precisamos da ajuda dela para garantir que nosso direito seja cumprido", afirmou Antônio Lisboa, dirigente do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF).

Nesta quarta-feira (15), às 9h30, os professores realizam nova assembléia, em frente ao Buritinga. No encontro, serão definidas as lutas da categoria, que entra em greve.

15,31% é lei 
Ainda em 2008, foi assegurado por lei que o reajuste salarial dos professores em 2009 e 2010 seria corrigido com índices, no mínimo, iguais ao Fundo Constitucional do DF.

Em 2009, a proposta orçamentária enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional previu para o Fundo Constitucional do DF um montante que corresponde a um reajuste de 19,98% sobre o repasse do Fundo em 2008.

Este era o percentual reivindicado pela categoria. Entretanto, houve redução nos números do Fundo, devido a inserção de taxas como, por exemplo, o Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). 

Com a correção do percentual, os professores passaram a reivindicar reajuste salarial de 15,31%, que continua seguindo o número de crescimento do Fundo Constitucional.

Entretanto, com a aprovação do projeto pela Câmara Distrial, o aumento dos salários dos servidores públicos do GDF fica submetidos a avaliação de uma comissão composta por três representantes do Executivo, três do Legislativo e três dos trabalhadores. 

Com isso, não se sabe ao certo quando o trabalhador poderá contar com acréscimo salarial. (Fonte: Sinpro/DF)


 

Publicado: 13/04/2009 09:34 | Visualizações: 348

DF: professores da rede pública param por tempo indeterminado

 Cerca de oito mil professores da rede pública de ensino do Distrito Federal se reuniram mais uma vez em frente ao Centro Administrativo do GDF (Buritinga), em assembléia geral, na última terça-feira (7). 


Desta vez, o grito dos trabalhadores não só alertou o governo sobre um processo de paralisação geral, mas decretou greve por tempo indeterminado a partir de hoje (13).

Com a aprovação do PL 1.180, do governador Arruda, a situação da categoria fica ainda mais crítica. Judicialmente condicionados ao arrocho salarial, a categoria atua firmemente para garantir o reajuste salarial de 15,31%.

"A greve não tem a intenção de prejudicar a sociedade, muito pelo contrário. Nós precisamos da ajuda dela para garantir que nosso direito seja cumprido", afirmou Antônio Lisboa, dirigente do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF).

Nesta quarta-feira (15), às 9h30, os professores realizam nova assembléia, em frente ao Buritinga. No encontro, serão definidas as lutas da categoria, que entra em greve.

15,31% é lei 
Ainda em 2008, foi assegurado por lei que o reajuste salarial dos professores em 2009 e 2010 seria corrigido com índices, no mínimo, iguais ao Fundo Constitucional do DF.

Em 2009, a proposta orçamentária enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional previu para o Fundo Constitucional do DF um montante que corresponde a um reajuste de 19,98% sobre o repasse do Fundo em 2008.

Este era o percentual reivindicado pela categoria. Entretanto, houve redução nos números do Fundo, devido a inserção de taxas como, por exemplo, o Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). 

Com a correção do percentual, os professores passaram a reivindicar reajuste salarial de 15,31%, que continua seguindo o número de crescimento do Fundo Constitucional.

Entretanto, com a aprovação do projeto pela Câmara Distrial, o aumento dos salários dos servidores públicos do GDF fica submetidos a avaliação de uma comissão composta por três representantes do Executivo, três do Legislativo e três dos trabalhadores. 

Com isso, não se sabe ao certo quando o trabalhador poderá contar com acréscimo salarial. (Fonte: Sinpro/DF)


 

 Reunidas na Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Prevenção do Trabalho Escravo, vítimas de exploração criminosa em fazendas de pecuária no Pará se unem e conquistam pedaço de terra em Monsenhor Gil (PI)

Por Bianca Pyl e Maurício Hashizume, no Repórter Brasil

Uma história triste de exploração de trabalho escravo está prestes a ter um raro final feliz no município de Monsenhor Gil (PI), a 56 km da capital Teresina. Cerca de 30 famílias de pessoas que foram vítimas da escravidão contemporânea serão contempladas no Assentamento Nova Conquista.

De acordo com a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Piauí, as próprias famílias participaram do processo de escolha da área desapropriada de 2,26 mil hectares, que abrigará um total de 52 famílias e fica a 25 km do núcleo urbano de Monsenhor Gil (PI). A posse da área foi garantida aos assentados em março e a construção da infra-estrutura deve ter início em breve.

A novela dos trabalhadores do Piauí começou no início de 2004. Um "gato" - como são chamados os contratadores de mão-de-obra no Brasil rural - aliciou dois grupos no estado nordestino para trabalhar em fazendas distantes.

"Um grupo de 15 pessoas foi primeiro. Alguns dias depois fomos eu e mais 14 colegas, todos aliciados pelo mesmo 'gato'", conta Francisco Rodrigues dos Santos, que estava desempregado e decidiu deixar mulher e filhos para buscar o sustento na pecuária do Sudeste paraense.

Os grupos foram iludidos com promessas de bons salários (cerca de R$ 600) e receberam um adiantamento para abastecimento imediato da família. Depois de um dia inteiro de viagem, quando chegaram à uma propriedade isolada em Vila Mandir, em Santana do Araguaia (PA), encontraram um quadro desolador: teriam que pagar em dobro a quantia deixada às suas famílias e o valor da passagem. Passaram a dormir em barracas de lona e eram vigiados por capangas armados.

Não tinham acesso à água potável e não se alimentavam adequadamente; trabalhavam de domingo a domingo, sem descanso semanal.

"Lá a gente tinha que pagar por tudo: ferramentas, equipamentos de proteção individual (EPIs), comida etc. Era tudo muito caro", revela Francisco. Ele e outros empregados permaneceram seis meses seguidos na labuta, submetidos à servidão por dívida e sem receber nada.

Em meados de julho de 2004, no entanto, o grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) esteve na Fazenda Rio Tigre, também localizada em Santana do Araguaia (PA), onde a outra leva dos piauienses estava submetida aos desmandos do mesmo "gato". A ação na área pertencente a Rosenval Alves dos Santos libertou 78 trabalhadores.

"Os capangas ficaram sabendo da ação na outra fazenda e levaram a gente para uma casa abandonada em Vila Mandir. E depois recebemos só R$ 240 e tivemos que voltar para o Piauí", conta Francisco Rodrigues.

Quando chegaram ao Piauí, o grupo ficou sabendo que os libertados da Fazenda Rio Tigre acabaram recebendo todos os direitos trabalhistas. Por causa do flagrante, Rosenval foi incluído na "lista suja" do trabalho escravo, cadastro de empregadores que exploraram mão-de-obra escrava. O mesmo fazendeiro, aliás, foi incluído na lista dos 100 maiores desmatadores divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) no início de 2008.

Os trabalhadores escravizados na Vila Mandir resolveram então procurar a Comissão Pastoral da Terra (CPT) para entrar na Justiça e tentar reaver seus direitos. "Foi um período muito difícil, a gente não tinha dinheiro pra ir até o Piauí participar das negociações e audiências. Contamos com a ajuda do município de Monsenhor Gil e a CPT conseguiu o advogado", lembra Francisco.

Em 2006, os trabalhadores conseguiram um acordo e receberam uma indenização do empregador. "Foi uma quantia muito pequena, mas já estávamos cansados de esperar".

Mesmo depois do acordo, eles continuaram lutando. Juntamente com os libertados da Fazenda Rio Tigre, fundaram a Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Prevenção do Trabalho Escravo no ano passado e passaram a reivindicar uma área para fim de reforma agrária junto ao Incra. "A gente não quer mais sair da nossa terra para trabalhar", salienta Francisco.

A associação incorpou outras famílias de trabalhadores rurais migrantes, que também serão assentados no Nova Conquista. "Essas pessoas estão sujeitas ao trabalho escravo do mesmo jeito. São trabalhadores migrantes que vivem de canavial à canavial, indo para o Pará, para o Centro-Sul...".

Assentamento
Um desses migrantes ocupa a presidência da associação. Trata-se de Francisco José dos Santos Oliveira, mais conhecido como "Chiquinho". Todos os anos, ele deixava o Nordeste para cortar cana-de-açúcar no interior paulista.

Chiquinho conta que um grupo de beneficiados já esteve por conta própria na área, em meados de março, para limpar a estrada que dá acesso ao terreno e levantar um primeiro barracão para facilitar os trabalhos. "É muito trabalhoso, mas temos um colega da associação que mora na região e está nos dando suporte", relata o presidente da associação.

Segundo as instruções normativas do Incra, o primeiro passo para a instalação de um novo assentamento é a homologação das famílias cadastradas na Relação de Beneficiários (RB). Exige-se que as famílias estejam dentro de um perfil pré-estabelecido.

A lista dos assentados já foi homologada pelo Incra, mas ainda não foi divulgada porque falta o aval da Controladoria-Geral da União (CGU). Depois desta fase, os cadastrados fazem a assinatura de Contrato de Concessão de Uso (CCU), o que possibilita acesso a créditos e outros benefícios. A partir do CCU, são feitos contratos de crédito.

Os assentados de Nova Conquista terão acesso ao crédito instalação, que são verbas destinadas para a construção das moradias, alimentação, aquisição de insumos agrícolas, instrumentos de trabalho, pequenos animais etc.

Estão incluídas também verbas de apoio à mulher e de fomento para incrementar produção. Serão destinados mais de R$ 19 mil para cada família. Há, ainda, a possibilidade de financiamento via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com valor variável.

O Incra deve elaborar projetos para a construção das casas e de redes de energia e de abastecimento de água no Assentamento Nova Conquista, com base no Plano de Desenvolvimento do Assentamento (PDA), elaborado com a participação das famílias que serão atendidas pela reforma agrária.

Publicado: 09/04/2009 08:57 | Visualizações: 252

PI: vítimas do trabalho escravo são assentadas em Monsenhor Gil

 Reunidas na Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Prevenção do Trabalho Escravo, vítimas de exploração criminosa em fazendas de pecuária no Pará se unem e conquistam pedaço de terra em Monsenhor Gil (PI)

Por Bianca Pyl e Maurício Hashizume, no Repórter Brasil

Uma história triste de exploração de trabalho escravo está prestes a ter um raro final feliz no município de Monsenhor Gil (PI), a 56 km da capital Teresina. Cerca de 30 famílias de pessoas que foram vítimas da escravidão contemporânea serão contempladas no Assentamento Nova Conquista.

De acordo com a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Piauí, as próprias famílias participaram do processo de escolha da área desapropriada de 2,26 mil hectares, que abrigará um total de 52 famílias e fica a 25 km do núcleo urbano de Monsenhor Gil (PI). A posse da área foi garantida aos assentados em março e a construção da infra-estrutura deve ter início em breve.

A novela dos trabalhadores do Piauí começou no início de 2004. Um "gato" - como são chamados os contratadores de mão-de-obra no Brasil rural - aliciou dois grupos no estado nordestino para trabalhar em fazendas distantes.

"Um grupo de 15 pessoas foi primeiro. Alguns dias depois fomos eu e mais 14 colegas, todos aliciados pelo mesmo 'gato'", conta Francisco Rodrigues dos Santos, que estava desempregado e decidiu deixar mulher e filhos para buscar o sustento na pecuária do Sudeste paraense.

Os grupos foram iludidos com promessas de bons salários (cerca de R$ 600) e receberam um adiantamento para abastecimento imediato da família. Depois de um dia inteiro de viagem, quando chegaram à uma propriedade isolada em Vila Mandir, em Santana do Araguaia (PA), encontraram um quadro desolador: teriam que pagar em dobro a quantia deixada às suas famílias e o valor da passagem. Passaram a dormir em barracas de lona e eram vigiados por capangas armados.

Não tinham acesso à água potável e não se alimentavam adequadamente; trabalhavam de domingo a domingo, sem descanso semanal.

"Lá a gente tinha que pagar por tudo: ferramentas, equipamentos de proteção individual (EPIs), comida etc. Era tudo muito caro", revela Francisco. Ele e outros empregados permaneceram seis meses seguidos na labuta, submetidos à servidão por dívida e sem receber nada.

Em meados de julho de 2004, no entanto, o grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) esteve na Fazenda Rio Tigre, também localizada em Santana do Araguaia (PA), onde a outra leva dos piauienses estava submetida aos desmandos do mesmo "gato". A ação na área pertencente a Rosenval Alves dos Santos libertou 78 trabalhadores.

"Os capangas ficaram sabendo da ação na outra fazenda e levaram a gente para uma casa abandonada em Vila Mandir. E depois recebemos só R$ 240 e tivemos que voltar para o Piauí", conta Francisco Rodrigues.

Quando chegaram ao Piauí, o grupo ficou sabendo que os libertados da Fazenda Rio Tigre acabaram recebendo todos os direitos trabalhistas. Por causa do flagrante, Rosenval foi incluído na "lista suja" do trabalho escravo, cadastro de empregadores que exploraram mão-de-obra escrava. O mesmo fazendeiro, aliás, foi incluído na lista dos 100 maiores desmatadores divulgados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) no início de 2008.

Os trabalhadores escravizados na Vila Mandir resolveram então procurar a Comissão Pastoral da Terra (CPT) para entrar na Justiça e tentar reaver seus direitos. "Foi um período muito difícil, a gente não tinha dinheiro pra ir até o Piauí participar das negociações e audiências. Contamos com a ajuda do município de Monsenhor Gil e a CPT conseguiu o advogado", lembra Francisco.

Em 2006, os trabalhadores conseguiram um acordo e receberam uma indenização do empregador. "Foi uma quantia muito pequena, mas já estávamos cansados de esperar".

Mesmo depois do acordo, eles continuaram lutando. Juntamente com os libertados da Fazenda Rio Tigre, fundaram a Associação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Prevenção do Trabalho Escravo no ano passado e passaram a reivindicar uma área para fim de reforma agrária junto ao Incra. "A gente não quer mais sair da nossa terra para trabalhar", salienta Francisco.

A associação incorpou outras famílias de trabalhadores rurais migrantes, que também serão assentados no Nova Conquista. "Essas pessoas estão sujeitas ao trabalho escravo do mesmo jeito. São trabalhadores migrantes que vivem de canavial à canavial, indo para o Pará, para o Centro-Sul...".

Assentamento
Um desses migrantes ocupa a presidência da associação. Trata-se de Francisco José dos Santos Oliveira, mais conhecido como "Chiquinho". Todos os anos, ele deixava o Nordeste para cortar cana-de-açúcar no interior paulista.

Chiquinho conta que um grupo de beneficiados já esteve por conta própria na área, em meados de março, para limpar a estrada que dá acesso ao terreno e levantar um primeiro barracão para facilitar os trabalhos. "É muito trabalhoso, mas temos um colega da associação que mora na região e está nos dando suporte", relata o presidente da associação.

Segundo as instruções normativas do Incra, o primeiro passo para a instalação de um novo assentamento é a homologação das famílias cadastradas na Relação de Beneficiários (RB). Exige-se que as famílias estejam dentro de um perfil pré-estabelecido.

A lista dos assentados já foi homologada pelo Incra, mas ainda não foi divulgada porque falta o aval da Controladoria-Geral da União (CGU). Depois desta fase, os cadastrados fazem a assinatura de Contrato de Concessão de Uso (CCU), o que possibilita acesso a créditos e outros benefícios. A partir do CCU, são feitos contratos de crédito.

Os assentados de Nova Conquista terão acesso ao crédito instalação, que são verbas destinadas para a construção das moradias, alimentação, aquisição de insumos agrícolas, instrumentos de trabalho, pequenos animais etc.

Estão incluídas também verbas de apoio à mulher e de fomento para incrementar produção. Serão destinados mais de R$ 19 mil para cada família. Há, ainda, a possibilidade de financiamento via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com valor variável.

O Incra deve elaborar projetos para a construção das casas e de redes de energia e de abastecimento de água no Assentamento Nova Conquista, com base no Plano de Desenvolvimento do Assentamento (PDA), elaborado com a participação das famílias que serão atendidas pela reforma agrária.

Justiça manda prefeitura de Guaraciama pagar o salário de servidor licenciado para exercer mandato sindical. Prefeito não queria fazer o pagamento.

Em Mariana, ação do sindicato levou a cassação do prefeito e do vice, por chantagearem servidores nas eleições. TSE por decisão unânime entendeu que as denúncias tinham fundamento. Os sindicatos tiveram total apoio da FESEMPRE.

Publicado: 08/04/2009 06:25 | Visualizações: 913

MG: TRABALHO DE SINDICATOS GARANTEM CIDADANIA E RESPEITO A CONSTITUIÇÃO

Justiça manda prefeitura de Guaraciama pagar o salário de servidor licenciado para exercer mandato sindical. Prefeito não queria fazer o pagamento.

Em Mariana, ação do sindicato levou a cassação do prefeito e do vice, por chantagearem servidores nas eleições. TSE por decisão unânime entendeu que as denúncias tinham fundamento. Os sindicatos tiveram total apoio da FESEMPRE.

 O Sindicato dos Engenheiros do estado de São Paulo (Seesp) realiza, entre 14 e 16 de abril, eleições para a diretoria que estará à frente da entidade no mandato 2010/2013. Apenas uma chapa foi inscrita, encabeçada pelo atual presidente Murilo Celso de Campos Pinheiro.

A votação será realizada por meio da internet, com início à zero hora de terça-feira (14) e encerramento na quinta (16), às 19 horas. Os votos serão registrados pelos eleitores no site do Sindicato (www.seesp.org.br).

O sistema de votação é seguro e permite ampla participação, já que o associado pode votar onde quer que esteja. Até 10 de abril, todos os filiados em condições de voto receberão uma correspondência com instruções e a senha para participação no processo.

Voto na sede
Somente no dia 16, será coloca disponível um equipamento habilitado a receber votos na sede do Sindicato, em São Paulo (Rua Genebra, 25, Bela Vista, Centro).

Nesse caso, é preciso estar munido de documento de identidade pessoal, além da senha enviada previamente pelo correio. (Fonte: Agência Sindical)

Publicado: 06/04/2009 09:26 | Visualizações: 402

SP: engenheiros elegem nova diretoria do sindicato a partir do dia 14

 O Sindicato dos Engenheiros do estado de São Paulo (Seesp) realiza, entre 14 e 16 de abril, eleições para a diretoria que estará à frente da entidade no mandato 2010/2013. Apenas uma chapa foi inscrita, encabeçada pelo atual presidente Murilo Celso de Campos Pinheiro.

A votação será realizada por meio da internet, com início à zero hora de terça-feira (14) e encerramento na quinta (16), às 19 horas. Os votos serão registrados pelos eleitores no site do Sindicato (www.seesp.org.br).

O sistema de votação é seguro e permite ampla participação, já que o associado pode votar onde quer que esteja. Até 10 de abril, todos os filiados em condições de voto receberão uma correspondência com instruções e a senha para participação no processo.

Voto na sede
Somente no dia 16, será coloca disponível um equipamento habilitado a receber votos na sede do Sindicato, em São Paulo (Rua Genebra, 25, Bela Vista, Centro).

Nesse caso, é preciso estar munido de documento de identidade pessoal, além da senha enviada previamente pelo correio. (Fonte: Agência Sindical)

 O projeto de lei, proposto pelo governo do estado, que institui reajuste ao Piso Salarial Regional foi aprovado, na última terça-feira (31), pela Assembleia Legislativa. Agora, a proposta segue para sanção do Executivo.

Pela proposta, as três faixas salariais devem passar dos atuais R$ 450, R$ 475 e R$ 505 para R$ 505, R$ 530 e R$ 545, respectivamente, variando 12,2%, 11,6% e 11,9%, nesta ordem.

Beneficiados
De acordo com o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, o aumento vem em função do quadro de desemprego.

Para o governador do estado paulista, José Serra, o reajuste "é um avanço que beneficia, no mínimo, um milhão de pessoas", principalmente aquelas que envolvem "as categorias menos protegidas pela legislação, que têm sindicatos menores ou não têm sindicatos".

O aumento levou em conta índices como o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) e a variação do PIB (Produto Interno Bruto).

Faixas
Conforme divulgou o governo de São Paulo, a primeira faixa (R$ 505) teve reajuste maior porque nela estão incluídas as ocupações com menor remuneração e qualificação, como trabalhadores domésticos, agropecuários, auxiliares de serviços gerais de escritório e motoboys.

No grupo 2 (R$ 530) encontram-se os carteiros, tintureiros, barbeiros, manicures e pedicures, pintores, encanadores, soldadores, garçons, cobradores de transportes coletivos, pedreiros, seguranças, entre outros.

O terceiro grupo (R$ 545), por sua vez, abrange administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compra e venda, entre outros. (Fonte: InfoMoney)

Publicado: 03/04/2009 09:52 | Visualizações: 187

SP: Assembleia Legislativa aprova novo piso salarial; faixas até R$ 545

 O projeto de lei, proposto pelo governo do estado, que institui reajuste ao Piso Salarial Regional foi aprovado, na última terça-feira (31), pela Assembleia Legislativa. Agora, a proposta segue para sanção do Executivo.

Pela proposta, as três faixas salariais devem passar dos atuais R$ 450, R$ 475 e R$ 505 para R$ 505, R$ 530 e R$ 545, respectivamente, variando 12,2%, 11,6% e 11,9%, nesta ordem.

Beneficiados
De acordo com o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, o aumento vem em função do quadro de desemprego.

Para o governador do estado paulista, José Serra, o reajuste "é um avanço que beneficia, no mínimo, um milhão de pessoas", principalmente aquelas que envolvem "as categorias menos protegidas pela legislação, que têm sindicatos menores ou não têm sindicatos".

O aumento levou em conta índices como o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) e a variação do PIB (Produto Interno Bruto).

Faixas
Conforme divulgou o governo de São Paulo, a primeira faixa (R$ 505) teve reajuste maior porque nela estão incluídas as ocupações com menor remuneração e qualificação, como trabalhadores domésticos, agropecuários, auxiliares de serviços gerais de escritório e motoboys.

No grupo 2 (R$ 530) encontram-se os carteiros, tintureiros, barbeiros, manicures e pedicures, pintores, encanadores, soldadores, garçons, cobradores de transportes coletivos, pedreiros, seguranças, entre outros.

O terceiro grupo (R$ 545), por sua vez, abrange administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compra e venda, entre outros. (Fonte: InfoMoney)

 Foi suspenso o processo de demissão de 58 dos 84 empregados da Bekum do Brasil, fabricante de embalagens de plásticos, localizada na cidade de São Paulo. 


Por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a empresa terá de conceder licença remunerada pelo prazo de 60 dias a todos os funcionários dispensados no último dia 20 de fevereiro.

Ao término dos 60 dias, caso mantenha a decisão de corte, a empresa terá de pagar as verbas rescisórias imediatamente, além do acréscimo de um salário para cada funcionário. 

Por ter entrado em processo de recuperação judicial, a Bekum mantinha a posição de não efetuar de imediato o pagamento das indenizações. A companhia é associada a uma empresa do setor, que tem sede em Berlim, na Alemanha.

Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Edson Passos, o grupo que mantinha um acampamento no galpão da empresa desde o último dia 3 de março estava se retirando do local, na expectativa de cumprimento da medida judicial. 

"Vamos agora esperar a ação da empresa diante dessa medida favorável aos empregados", afirmou o líder sindical.

A advogada Anneliese Moritiz, do escritório Felsberg & Associados, contratado para defender a empresa, disse que nesse prazo de 60 dias a Bekum do Brasil pretende negociar com o sindicato da categoria.

Mas, segundo ela, qualquer decisão só poderá ser tomada mediante à aprovação dos credores. A advogada informou que os débitos somam entre RS$ 17 e RS 18 milhões, todos referentes às dívidas no mercado interno.


 

Publicado: 03/04/2009 09:46 | Visualizações: 260

SP: Justiça manda empresa de embalagens a suspender demissões

 Foi suspenso o processo de demissão de 58 dos 84 empregados da Bekum do Brasil, fabricante de embalagens de plásticos, localizada na cidade de São Paulo. 


Por determinação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a empresa terá de conceder licença remunerada pelo prazo de 60 dias a todos os funcionários dispensados no último dia 20 de fevereiro.

Ao término dos 60 dias, caso mantenha a decisão de corte, a empresa terá de pagar as verbas rescisórias imediatamente, além do acréscimo de um salário para cada funcionário. 

Por ter entrado em processo de recuperação judicial, a Bekum mantinha a posição de não efetuar de imediato o pagamento das indenizações. A companhia é associada a uma empresa do setor, que tem sede em Berlim, na Alemanha.

Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Edson Passos, o grupo que mantinha um acampamento no galpão da empresa desde o último dia 3 de março estava se retirando do local, na expectativa de cumprimento da medida judicial. 

"Vamos agora esperar a ação da empresa diante dessa medida favorável aos empregados", afirmou o líder sindical.

A advogada Anneliese Moritiz, do escritório Felsberg & Associados, contratado para defender a empresa, disse que nesse prazo de 60 dias a Bekum do Brasil pretende negociar com o sindicato da categoria.

Mas, segundo ela, qualquer decisão só poderá ser tomada mediante à aprovação dos credores. A advogada informou que os débitos somam entre RS$ 17 e RS 18 milhões, todos referentes às dívidas no mercado interno.


 

 A Assembleia Legislativa aprovou, na última terça-feira (31), por unanimidade, em segunda discussão, projeto de lei enviado pelo governador Roberto Requião (PMDB) que reajusta em 14,9% o piso salarial regional do Paraná. O texto segue, agora, para sanção presidencial.

O aumento nas seis faixas salariais - que variam de R$ 605,52 a R$ 629,65 - beneficia diretamente 174 mil empregados domésticos, no comércio e em atividades rurais, entre outras categorias, e deve injetar R$ 754 milhões anuais na economia paranaense.

"O piso salarial regional é um importante instrumento de distribuição de renda. Desde que foi implantado, em 2006, injetou em média R$ 500 milhões por ano na economia do Paraná. Isso é fundamental principalmente agora, em tempos de crise, para que se mantenha, sobretudo nos pequenos municípios, o poder de compra dos trabalhadores", disse o líder do Governo, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB).

O mínimo regional do Paraná continua o maior do País. É 12,5%, em média, mais alto que o dos três estados que também adotam a medida - São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Além disso, vale de 30,2% a 35,4% mais que o salário mínimo, R$ 465.

"O piso regional e a política fiscal do Governo do Paraná impulsionaram a economia e sustentam o consumo de alimentos e de outros bens, como roupas, calçados e produtos de limpeza e de higiene pessoal, além de amortecer o impacto da crise tanto na produção como no emprego. O salário mínimo regional deu poder de compra para mais de um milhão de trabalhadores. Com mais dinheiro circulando, a economia se mantém fortalecida", argumentou o líder do Governo.

Impacto
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), além dos 174 mil trabalhadores de categorias não organizadas beneficiadas diretamente pelo reajuste, outros 284 mil trabalhadores formais também terão aumentos, já que recebem entre 1,3 e 1,6 do piso regional.

"Os trabalhadores organizados em sindicatos terão no piso um importante instrumento para negociação dos seus salários nos dissídios coletivos. Essa projeção não conta ainda os trabalhadores informais. No total, o reajuste pode atender 468 mil trabalhadores formais", disse o economista Sandro Silva.

O Dieese também mediu o potencial de impacto na renda dos trabalhadores e na economia do estado. Aos 174 mil trabalhadores atendidos diretamente, o reajuste representa R$ 282,4 milhões. Para os trabalhadores organizados em sindicatos cujos salários são indexados ao piso regional, a medida trará mais R$ 472 milhões por ano. "Somado, isso representa um potencial de impacto de R$ 754,4 milhões na economia do Paraná", explicou Silva.

Para o governador Roberto Requião, o reajuste do salário regional contribui para a diminuição das desigualdades sociais, melhora a distribuição de renda e o acesso da população a bens de consumo essenciais. "Uma renda mais equalitária fortalece o mercado consumidor e estimula o aumento da produção real do Paraná, além de reduzir os efeitos da grave crise econômica internacional em nosso estado", disse.

O piso também leva em conta, segundo o governador, o incremento da remuneração de admissão dos trabalhadores assalariados praticada no mercado de trabalho e a evolução da atividade econômica paranaense em 2008.

"Pode-se considerar que um reajuste de 14,9% nos vários pisos salariais regionais vigentes no estado nos tornam atualizados em 2009, se comparados com o próprio mercado de trabalho, assim como alinhados ao ritmo de crescimento apresentado pela economia do Paraná", falou Requião. (Fonte: AEN)

Veja as seis faixas salariais do piso regional do Paraná:

Piso 1
R$ 629,65 - técnicos de nível médio (Grande Grupo 3 da Classificação Brasileira de Ocupações).

Piso 2
R$ 625,06 - trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (Grandes Grupos Ocupacionais 7 e 8 da CBO).

Piso 3
R$ 620,46 - trabalhadores de serviços administrativos (Grande Grupo Ocupacional 4 da CBO).

Piso 4
R$ 614,72 - trabalhadores de reparação e manutenção (Grande Grupo Ocupacional 9 da CBO).

Piso 5
R$ 610,12 - trabalhadores empregados em serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados (Grande Grupo Ocupacional 5 da CBO).

Piso 6
R$ 605,52 - trabalhadores empregados nas atividades agropecuárias, florestais e da pesca (Grande Grupo Ocupacional 6 da CBO).

Publicado: 02/04/2009 10:14 | Visualizações: 368

PR: deputados aprovam no estado maior do país

 A Assembleia Legislativa aprovou, na última terça-feira (31), por unanimidade, em segunda discussão, projeto de lei enviado pelo governador Roberto Requião (PMDB) que reajusta em 14,9% o piso salarial regional do Paraná. O texto segue, agora, para sanção presidencial.

O aumento nas seis faixas salariais - que variam de R$ 605,52 a R$ 629,65 - beneficia diretamente 174 mil empregados domésticos, no comércio e em atividades rurais, entre outras categorias, e deve injetar R$ 754 milhões anuais na economia paranaense.

"O piso salarial regional é um importante instrumento de distribuição de renda. Desde que foi implantado, em 2006, injetou em média R$ 500 milhões por ano na economia do Paraná. Isso é fundamental principalmente agora, em tempos de crise, para que se mantenha, sobretudo nos pequenos municípios, o poder de compra dos trabalhadores", disse o líder do Governo, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB).

O mínimo regional do Paraná continua o maior do País. É 12,5%, em média, mais alto que o dos três estados que também adotam a medida - São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Além disso, vale de 30,2% a 35,4% mais que o salário mínimo, R$ 465.

"O piso regional e a política fiscal do Governo do Paraná impulsionaram a economia e sustentam o consumo de alimentos e de outros bens, como roupas, calçados e produtos de limpeza e de higiene pessoal, além de amortecer o impacto da crise tanto na produção como no emprego. O salário mínimo regional deu poder de compra para mais de um milhão de trabalhadores. Com mais dinheiro circulando, a economia se mantém fortalecida", argumentou o líder do Governo.

Impacto
Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), além dos 174 mil trabalhadores de categorias não organizadas beneficiadas diretamente pelo reajuste, outros 284 mil trabalhadores formais também terão aumentos, já que recebem entre 1,3 e 1,6 do piso regional.

"Os trabalhadores organizados em sindicatos terão no piso um importante instrumento para negociação dos seus salários nos dissídios coletivos. Essa projeção não conta ainda os trabalhadores informais. No total, o reajuste pode atender 468 mil trabalhadores formais", disse o economista Sandro Silva.

O Dieese também mediu o potencial de impacto na renda dos trabalhadores e na economia do estado. Aos 174 mil trabalhadores atendidos diretamente, o reajuste representa R$ 282,4 milhões. Para os trabalhadores organizados em sindicatos cujos salários são indexados ao piso regional, a medida trará mais R$ 472 milhões por ano. "Somado, isso representa um potencial de impacto de R$ 754,4 milhões na economia do Paraná", explicou Silva.

Para o governador Roberto Requião, o reajuste do salário regional contribui para a diminuição das desigualdades sociais, melhora a distribuição de renda e o acesso da população a bens de consumo essenciais. "Uma renda mais equalitária fortalece o mercado consumidor e estimula o aumento da produção real do Paraná, além de reduzir os efeitos da grave crise econômica internacional em nosso estado", disse.

O piso também leva em conta, segundo o governador, o incremento da remuneração de admissão dos trabalhadores assalariados praticada no mercado de trabalho e a evolução da atividade econômica paranaense em 2008.

"Pode-se considerar que um reajuste de 14,9% nos vários pisos salariais regionais vigentes no estado nos tornam atualizados em 2009, se comparados com o próprio mercado de trabalho, assim como alinhados ao ritmo de crescimento apresentado pela economia do Paraná", falou Requião. (Fonte: AEN)

Veja as seis faixas salariais do piso regional do Paraná:

Piso 1
R$ 629,65 - técnicos de nível médio (Grande Grupo 3 da Classificação Brasileira de Ocupações).

Piso 2
R$ 625,06 - trabalhadores da produção de bens e serviços industriais (Grandes Grupos Ocupacionais 7 e 8 da CBO).

Piso 3
R$ 620,46 - trabalhadores de serviços administrativos (Grande Grupo Ocupacional 4 da CBO).

Piso 4
R$ 614,72 - trabalhadores de reparação e manutenção (Grande Grupo Ocupacional 9 da CBO).

Piso 5
R$ 610,12 - trabalhadores empregados em serviços, vendedores do comércio em lojas e mercados (Grande Grupo Ocupacional 5 da CBO).

Piso 6
R$ 605,52 - trabalhadores empregados nas atividades agropecuárias, florestais e da pesca (Grande Grupo Ocupacional 6 da CBO).

 O projeto de lei, proposto pelo governo do estado, que institui reajuste ao Piso Salarial Regional foi aprovado, na última terça-feira (31), pela Assembleia Legislativa. Agora, a proposta segue para sanção do Executivo.

Pela proposta, as três faixas salariais devem passar dos atuais R$ 450, R$ 475 e R$ 505 para R$ 505, R$ 530 e R$ 545, respectivamente, variando 12,2%, 11,6% e 11,9%, nesta ordem.

Beneficiados
De acordo com o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, o aumento vem em função do quadro de desemprego.

Para o governador do estado paulista, José Serra, o reajuste "é um avanço que beneficia, no mínimo, um milhão de pessoas", principalmente aquelas que envolvem "as categorias menos protegidas pela legislação, que têm sindicatos menores ou não têm sindicatos".

O aumento levou em conta índices como o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) e a variação do PIB (Produto Interno Bruto).

Faixas
Conforme divulgou o governo de São Paulo, a primeira faixa (R$ 505) teve reajuste maior porque nela estão incluídas as ocupações com menor remuneração e qualificação, como trabalhadores domésticos, agropecuários, auxiliares de serviços gerais de escritório e motoboys.

No grupo 2 (R$ 530) encontram-se os carteiros, tintureiros, barbeiros, manicures e pedicures, pintores, encanadores, soldadores, garçons, cobradores de transportes coletivos, pedreiros, seguranças, entre outros.

O terceiro grupo (R$ 545), por sua vez, abrange administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compra e venda, entre outros. (Fonte: InfoMoney)

Publicado: 02/04/2009 10:10 | Visualizações: 215

SP: Assembleia Legislativa aprova novo piso salarial; faixas até R$ 545

 O projeto de lei, proposto pelo governo do estado, que institui reajuste ao Piso Salarial Regional foi aprovado, na última terça-feira (31), pela Assembleia Legislativa. Agora, a proposta segue para sanção do Executivo.

Pela proposta, as três faixas salariais devem passar dos atuais R$ 450, R$ 475 e R$ 505 para R$ 505, R$ 530 e R$ 545, respectivamente, variando 12,2%, 11,6% e 11,9%, nesta ordem.

Beneficiados
De acordo com o secretário do Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, o aumento vem em função do quadro de desemprego.

Para o governador do estado paulista, José Serra, o reajuste "é um avanço que beneficia, no mínimo, um milhão de pessoas", principalmente aquelas que envolvem "as categorias menos protegidas pela legislação, que têm sindicatos menores ou não têm sindicatos".

O aumento levou em conta índices como o INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor) e a variação do PIB (Produto Interno Bruto).

Faixas
Conforme divulgou o governo de São Paulo, a primeira faixa (R$ 505) teve reajuste maior porque nela estão incluídas as ocupações com menor remuneração e qualificação, como trabalhadores domésticos, agropecuários, auxiliares de serviços gerais de escritório e motoboys.

No grupo 2 (R$ 530) encontram-se os carteiros, tintureiros, barbeiros, manicures e pedicures, pintores, encanadores, soldadores, garçons, cobradores de transportes coletivos, pedreiros, seguranças, entre outros.

O terceiro grupo (R$ 545), por sua vez, abrange administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compra e venda, entre outros. (Fonte: InfoMoney)